Não é novidade para ninguém que as pessoas não pensam todas da mesma forma, e é justamente por isso que existem pessoas extremamente criativas que estão ligadas às artes e à criatividade em si. Por outro lado existem pessoas que estão mais vocacionadas para outro tipo de pensamentos, mais concisos e não tão extravagantes e visionários como as mentes criativas têm. Mas o que é que as mentes criativas têm em comum entre elas, que lhes permita ser isso mesmo: criativas? Robert e Michele Root Bernstein no seu livro Sparks of Genius: As Treze Ferramentas de Pensamento das Pessoas mais Criativas do Mundo investigam e mergulham neste campo pouco explorado, tendo chegado a algumas conclusões excepcionais e talvez incrivelmente simples, reduzidas a 13 Ferramentas de Pensamento das Mentes Criativas. Abaixo vamos-lhe dar a conhecer quais são essas ferramentas e entrar um pouco em cada uma delas, tentando explicar o porquê de cada uma delas ser uma ferramenta utilizada pelos criativos. Está pronto para conhecer 13 ferramentas de pensamento dos criativos, e aumentar você mesmo as suas próprias ferramentas, tornando-se um criativo de topo?

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FERRAMENTAS DE PENSAMENTO CRIATIVO

  • Observar: O acto de observar é uma actividade com características distintas da visão em si. Todo o conhecimento começa na observação e esta em termos profissionais é um método para focar a atenção sobre um determinado assunto. A observação vai além do visual, que envolve todos os sentidos. A mente deve ser treinada para observar, e a capacidade de observação deve ser treinada, com vista a atingir um patamar que lhe permitirá ser um mestre da observação.
  • Imagem: As mentes criativas através da visualização criam imagens mentais que podem ser traduzidas em outros tipos de mídias – palavras, música, movimentos, modelos, pinturas, desenhos, filmes, esculturas ou tratados matemáticos. Criar uma imagem mental de algo é criar um objectivo, criar uma visão que se pretende alcançar. Desta forma você irá estar a focar a sua atenção e os seus esforços para algo, orientando todas as suas faculdades em torno de um objectivo. Você deve apontar todas as suas armas em direcção aos seus objectivos.
  • Abstracção: O processo de revelar a essência crítica de algo, seja um objeto, uma pessoa, um gesto, um som, etc começa com o que é. Nem sempre tudo aquilo que está á  vista é o que existe, é preciso ir mais além e perceber qual é a origem, qual é o verdadeiro núcleo, removendo assim o chamado excesso e ficando com o que é essencial.
  • Reconhecimento de padrões: Requer observação e análise. Os padrões podem ser percebidos em diferentes maneiras por diferentes pessoas. Padrões podem ser criados de diferentes maneiras a partir do mesmo objecto ou objectos. Esta é uma habilidade imaginativa. A sua imaginação estará a funcionar em pleno quando estiver a reconhecer um padrão e isto pode ser treinado. Olhe à sua volta, invente os seus próprios padrões e encontre padrões dentro dos padrões.
  • Criação de Padrões: O princípio de que a complexidade resulta da combinação de vários elementos simples forma a criação de padrões universalmente. Aquilo que mais impressiona na criação de padrões reside na imprevisibilidade e na inteligência em como esses padrões são criados – esta é a chave para a inovação.
  • Analogias: Encontrar uma associação entre as coisas que são completamente distintas. Você será capaz de criar uma ponte entre algo que é conhecido e algo que é desconhecido e necessita de ser explorado, entendido, investigado. de outra ao contrário.
  • Pensamento com o Corpo: O corpo tem uma “inteligência” própria, é por si só um instrumento de pensamento. Re-encene uma história, pense em voz alta com o seu corpo, ouça a sua intuição e você pode encontrar-se a resolver os problemas que apenas o seu corpo sabe o que responder. Isto pode parecer uma farsa, mas assim que você experimentar e obtiver resultados, irá dar muito mais valor aos itens que mencionámos acima.

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  • Empatia: Veja o mundo através dos olhos de outras pessoas. Familiarize-se com os assuntos. O entendimento é mais completo quando você não é você, mas se torna naquilo que você gostaria de entender. Pense fora da caixa, imagine-se sendo aquilo que pretende entender, veja o mundo de outra forma.
  • Pensamento Dimensional: envolve a transferência de 2-D para 3-D ou vice-versa, fazer mapeamento, alterando as proporções de um objeto, ou pensar além do espaço e do tempo como nós os conhecemos. Faça um avião de papel, desenhe um mapa com direcções para a sua casa, ou jogue com um quebra-cabeças 3-D. O pensamento dimensional permeia as nossas vidas.
  • Modelagem: Os modelos só podem ser construídos depois de um sistema real ou uma situação real ter sido observada. Depois você poderá recriá-la de forma simplificada, à escala, podendo ainda decidir se será modelado de forma física, verbal, matemática ou artística.
  • Jogos: Os jogos fortalecem as habilidades mentais, seja um jogo prático, simbólico ou apenas um jogo normal de tabuleiro. Os jogos oferecem divertimento e uma sensação livre de risco, o que permite ver as coisas a partir de outro patamar, de outra perspectiva, podendo assim explorar o jogo sem medo e sem restrições. Jogar transforma e altera o nosso conhecimento, constrói o conhecimento relacionado com temas novos, pessoas novas, criando também novos jogos, novas regras novas e quebra-cabeças.
  • Transformar: Envolve transformar idéias de uma língua de comunicação para outra. O trabalho do criativo no mundo real requer a capacidade de definir um problema utilizando um conjunto de ferramentas, investigá-lo utilizando outras ferramentas, e para apresentar a solução para o problema utiliza ainda um terceiro conjunto de ferramentas. Os dispositivos mnemônicos são um tipo de pensamento transformacional e isso fará você seguir um caminho, um roteiro e transformá-lo em um jogo com figurinos, cenários e iluminação.
  • Sintetize: As impressões sensoriais, o conhecimento, o sentimento e as lembranças reúnem-se numa maneira multimodal unificada que nos permite ver o “todo” – para dar sentido ao mundo. A capacidade de sintetizar não é um ideal ou um sonho, é uma necessidade. Você durante a sua vida já sintetizou varíadissimas vezes certamente, muitas delas de forma inconsciente. Assim podemos salientar a importância de sintetizar algo, resumir o objecto a apenas áquilo que ele é, removendo os excessos e o “lixo” que de outra forma nos perturbaria o nosso pensamento e forma de ver e solucionar possíveis problemas.

E VOCÊ, QUE FERRAMENTAS USA?

Que ferramentas de pensamento é que você usa para desenvolver os seus trabalhos criativos? Usa alguma das ferramentas de pensamento indicadas no artigo? Deixe o seu comentário e participe do debate!

Até já!

 

Autor: Diogo Espinha

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Workaholic e totalmente viciado em computadores, Internet e desporto motorizado. Adora praticar desporto, é um curioso da programação em PHP, CSS e HTML5 e não dispensa a companhia do seu Mac OSX 86 Snow Leopard!

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Comentários dos Alunos


  1. Matheus
    16 de abril de 2012

    Interessante o artigo, eu me considero uma pessoa bastante criativa, tenho bastante idéias (apesar que todo mundo tem o tempo todo), e procuro anotá-las para não esquecer haha..
    Do artigo, penso que pensamento dimensional e transformar são ferramentas que uso bastante em minha mente, entre outras coisas.
    Parabéns pelo artigo novamente, vou pesquisar sobre o livro que citou no começo do texto.
    Abraços,

    Matheus



    • Diogo Espinha
      16 de abril de 2012

      Olá Matheus, de facto mencionou algo muito importante, não basta apenas ter ideias, se não forem anotadas facilmente passam ao esquecimento! Quanto ao livro, é aconselhada uma leitura cuidada tentando perceber tudo o que é lá mencionado :)

      Obrigado pela sua visita e comentário, abraço!



  2. Nayra
    14 de novembro de 2012

    Muito bom o seu artigo!
    Também sou uma pessoa bastante criativa.
    Me identifiquei com quase todas as ferramentas, principalmente a modelagem, imagem e pensamento dimensional.



  3. Hildo
    27 de julho de 2014

    Muito boas ás dicas, parabéns pelo artigo, realmente são ferramentas interessantes de ser usar.



  4. Ana Paula
    15 de outubro de 2014

    Olá, conheci a professora Tânia no Acre, ela compõe uma equipe que trabalha com ciência e arte e me identifiquei muito com a oficina que ela ministrou. Sou professora de matemática e tive muitas dificuldades para a aprendizagem tradicional. Hoje sou formadora de outros professores e não consigo imaginar uma formação sem incluir ações de movimento, reflexão e trabalho interativo. Depois da oficina em que tive contato com a teoria de Root-Bernstein fico “inventando” maneiras de ajudar os professores a criarem mais, inventarem mais, saírem dos modelos tradicionais de aprendizagem que não são capazes de despertar nos nossos alunos vontade de aprender, e quando aprendem se limitam a resolver exercícios repetidos sem possibilidades de ir além…sou muito inconformada. Acho que a ferramenta que mais utilizo é a de transformar, estou sempre tentando transformar a linguagem teórica em atividade vividas para professores e alunos, pra isso estou constantemente desafiada a realizar análises também, observar e muitas vezes abstrair, fugir do convencional…me descobri uma artecientista! Um abraço matogrossense!


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